(FAQ) Frequently Asked Questions

Estudo PULSAR PORTUGAL

Encontre respostas claras sobre nossos serviços de rastreio de diabetes e doenças cardiovasculares para farmácias e o público em geral.

O que é o PULSAR PORTUGAL?

O PULSAR PORTUGAL é um estudo nacional, de grande dimensão, sobre diabetese risco cardiovascular, promovido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC).

Vai envolver uma amostra representativa da população adulta, dos 18 aos 79 anos, de Portugal Continental e Regiões Autónomas.

O objetivo é determinar a prevalência da diabetes e dos principais fatores de risco cardiovascular, avaliar a qualidade de vida e estudar a ocorrência de eventos cardiovasculare sao longo do tempo (numa subamostra que será avaliada 5 anos e 10 anos após o início do estudo).

Por que motivo este estudo é necessário?

Porque  os  dados nacionais  sobre  diabetes e  fatores  de  risco cardiovascular  estão desatualizados. O último grande levantamento, o estudo e COR (2012–2014), revelou níveis elevados de hipertensão, dislipidemia e obesidade, mas desde então não houve uma atualização de dados.

O PULSAR PORTUGAL vem colmatar esse vazio, produzindo dados atuais, fiáveis e comparáveis a nível internacional, essenciais para o planeamento das políticas de prevenção e gestão das doenças crónicas.

Quais são os principais objetivos do PULSAR PORTUGAL?
  1. Determinar a prevalência atual da diabetes e dos principais fatores de risco cardiovascular na população adulta portuguesa.

  2. Avaliar o risco cardiovascular e a qualidadede vida na população adulta portuguesa.

  3. Caracterizar o perfil farmacológico relacionado com a gestão do risco na população adulta portuguesa.

  4. Analisar a incidência e mortalidade por eventos cardiovasculares (enfarte, AVC, insuficiência cardíaca) após 5 anos e após 10 anos do início do estudo.

Como está estruturado o estudo?

O PULSAR PORTUGAL tem duas fases:

  • Fase 1 – Estudo transversal (2025–2027): recolha de dados clínicos, antropométricos e laboratoriais numa amostra representativa adultos (18–79 anos).

  • Fase 2 – Coorte longitudinal (2027–2037): seguimento, a 5 anos e a 10 anos, dos participantes entre os 40 e 79 anos, através da informação clínica registada nas Unidades Locais de Saúde (ULS).

Quem promove e coordena o estudo?

O estudo é promovido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), com coordenação científica conjunta. A IQVIA é responsável pela recolha, gestão e análise estatística dos dados, sob supervisão direta das Sociedades promotoras, garantindo independência científica e metodológica.

Como são selecionados os participantes?

Os participantes são selecionados a partir da estratificação por NUTS 2 e área de abrangência geográfica das Unidades Locais de Saúde. Através do método random-route, as habitações dos participantes serão selecionadas, sendo que, para cada habitação selecionada, os participantes cumprem quotas de sexo e de idade.
A amostra representa a população adulta portuguesa, incluindo Madeira e Açores.

O que será avaliado em cada participante?
  • Avaliação clínica: pressão arterial, peso, altura, perímetro abdominal

  • Avaliação laboratorial: glicemia, colesterol, triglicerídeos, função renal e tiroideia

  • Questionários validados: hábitos de vida, consumo de álcool e tabaco, atividade física e qualidade de vida (EQ-5D-5L)

  • Consentimento informado: obrigatório antes de qualquer recolha de dados

Que benefícios trará o estudo para Portugal?

O PULSAR PORTUGAL vai permitir:

  • Atualizar os dados epidemiológicos nacionais da diabetes e dos fatores de risco cardiovascular;

  • Criar uma coorte de base populacional nacional de seguimento longitudinal;

  • Apoiar o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidência científica;

  • Promover estratégias regionais de prevenção adaptadas à realidade de cada comunidade.

Quando serão conhecidos os primeiros resultados?

Os primeiros resultados, sobre a prevalência da diabetes e dos fatores de risco cardiovascular, serão divulgados no início de 2027.
Os resultados de seguimento (coorte) serão apresentados em 2032 e 2037.

Quem financia o PULSAR PORTUGAL?
Há envolvimento da indústria farmacêutica?

O PULSAR PORTUGAL é promovido pela SPD e SPC, entidades científicas sem fins lucrativos e independentes. O financiamento é assegurado de forma transparente e auditável, e a independência científica é garantida em todas as fases. Desde o desenho do protocolo até à publicação dos resultados.
Nenhuma entidade comercial tem acesso aos dados individuais nem influência nas conclusões científicas.

Como é garantida a privacidade dos participantes?

O estudo cumpre integralmente o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD). A SPD e a SPC são as entidades responsáveis pelo tratamento de dados, e a IQVIA atua como prestadora de serviços técnicos (data processor), sem acesso a informação identificável.

O estudo vai aceder aos registos clínicos dos participantes?

Sim, mas apenas para os participantes que tenham dado consentimento informado explícito. Esse consentimento autoriza o acesso aos registos clínicos das ULS, exclusivamente para fins científicos, e apenas no âmbito do seguimento longitudinal (5 e 10 anos).

O estudo envolve alguma intervenção médica ou experimental?

Não. Trata-se de um estudo observacional, sem qualquer intervenção terapêutica.Os participantes realizam exames clínicos e laboratoriais, e todas as avaliações são feitas por profissionais qualificados.

Há custos para os participantes ou para o SNS?

Não. Todas as análises e colheitas são realizadas em laboratórios privados contratualizados, sem custos para o Serviço Nacional de Saúde nem para os participantes. O estudo gera benefício indireto para o SNS, fornecendo dados estratégicos para melhorar o planeamento e a eficiência dos cuidados de saúde.

Os resultados serão públicos?

Sim. Todos os resultados serão publicados e estarão acessíveis a decisores, investigadores e sociedade civil. Serão apresentados de forma agregada, garantindo a confidencialidade individual, e divulgados em apresentações e revistas científicas nacionais e internacionais.

Por que é necessário acompanhar os participantes durante 10 anos?

As doenças cardiovasculares e metabólicas são crónicas e evolutivas.
Um acompanhamento prolongado é essencial para medir a ocorrência real de eventos cardiovasculares e avaliar tendências regionais e comportamentais ao longo do tempo.
É também o que permitirá a Portugal ter uma coorte populacional de referência, comparável a estudos internacionais como o Framingham Heart Study.

Como serão usados os resultados?
Os resultados servirão para:
  • Apoiar o Ministério da Saúde e as autoridades regionais na definição de políticas preventivas;

  • Identificar diferenças regionais no risco cardiovascular;

  • Melhorar a estratificação do risco e a organização dos cuidados de saúde;

  • Contribuir para estudos europeus de saúde pública comparada.